terça-feira, 31 de maio de 2011

Experiência gostosa


Tive uma experiência muito legal no final da tarde desta terça-feira: conversei sobre jornalismo com uma turma do Centro de Formação Básica da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).

O detalhe gostoso desse lance é que a turma era de estudantes de 10 anos de idade! Tá pensando o que? A garotada se preparou e interagiu com perguntas sobre gêneros do jornalismo (artigo, editorial, notícia, reportagem etc).

Também conversamos sobre controle da informação, os meios de comunicação nas mãos de políticos e um monte de curiosidades sobre a profissão.

Está de parabéns a professora Dilma Melo pela iniciativa de habituar a turminha ao valor da informação, da leitura, da escrita, da cidadania.

Tudo isso faz parte de um projeto de elaboração de um blog. E vai dar certo! Com certeza, vai, porque a garotada é muito esperta e antenada.

Os estudantes do Centro de Formação Básica são filhos de servidores da Uefs e famílias que moram próximas do Campus. É uma escola pública.  E a professora Dilma é estagiária!      

Valiosas abóboras

Quando a caderneta de poupança e outras aplicações eram melhor do que pescar de bomba,  o  Café São Paulo, tradicional ponto de encontro de pecuaristas de Feira de Santana, a segunda maior cidade da Bahia, vivia lotado e diversos tipos de assunto rolavam o dia todo.
Lá um dia, um fazendeiro diz  pro outro:
- Rapaz, o vaqueiro da fazenda descobriu centenas de abóboras numa baixada lá que eu não andava faz tempo. Eu tenho que dar um jeito de ganhar alguma coisa. É abóbora demais...
Perto dos dois, um terceiro pecuarista ouviu a conversa e, à noite, telefonou para a casa do dono das abóboras, se identificou com um nome falso, e disse que tinha interesse em comprar tudo.
- Veja quantas tem, e o preço que o senhor faz. Não precisa se preocupar com o frete, porque tenho caminhão – disse o pretenso comprador.
O fazendeiro ficou todo animado e partiu pra fazenda logo de manhã cedo, pra providenciar contar as abóboras e fazer os cálculos de quanto poderia ganhar.
À noite, o comprador ligou novamente:
- E então, quantas abóboras o senhor tem?
- Home, deu um trabalho retado contar, mas o vaqueiro disse que dá dois caminhões...
- E o preço?
O dono das abóboras, entusiasmado com o negócio, disse um valor até um pouco acima do mercado, prevendo uma pechincha. Mas o comprador fechou na hora, não tirou um centavo.
- Bom, fechamos o negócio, amanhã volto a ligar pro senhor só pra acertar o dia preu pegar as abóboras. Um abraço – selou o comprador.
O fazendeiro começou a fazer planos com o dinheiro, poderia aumentar a poupança e, claro, a rentabilidade.
Dia seguinte, na mesma hora, à noite, liga o comprador:
- Chefe. Tudo certo. Vou amanhã buscar as abóboras. Vamos nos encontrar no Café São Paulo, logo de manhã, porque aí lhe pago logo.
- Gosto de fazer negócio com homem assim, de palavra! – comemorou o fazendeiro.
- Mas, chefe, precisamos só acertar um detalhe...
- Qual?
- Só quero as abóboras se forem cozidas!!!            
         
Claro que o “Fora Collor” tem que ficar fora da galeria histórica do Senado. Você acha que José Sarney ia querer ser ofuscado por Collor?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Quem vai (realmente) fazer a cabeça?

Sabe aquela história que, por algum motivo, você acha que tá mal contada!? A gente não sabe exatamente por que, mas sabe que tá faltando algo pra encaixar tudo direitinho!?

Pois é o que eu acho dessa história, que vem ganhando corpo, sobre a liberação da maconha.
O principal argumento de quem defende a liberação é dar um baque nos traficantes e, consequentemente, na violência.

Mas a lucrativa, influente e poderosa indústria do narcotráfico concorda com a liberação, assim, tranquilamente, mesmo sabendo que perde uma gigantesca fatia de mercado?

Se liberada, a maconha será, evidentemente, produzida e comercializada com os mais profissionais métodos usados para qualquer produto de larga aceitação, a exemplo da bebida alcoólica ou do cigarro. E isso será desenvolvido pelos atuais traficantes? Eles se transformarão em senhores executivos e investidores do ramo? Ou seja, passarão da ilegalidade para a ilegalidade da noite pro dia? E com toda um organização empresarial? 

Afinal, quem terá grandes benefícios realmente com a legalização da maconha?          
     

Só "meus direitos"

Uma empresa de construção civil foi multada porque um operário estava trabalhando na beira de uma laje, no último andar de um prédio em construção, sem cinto de segurança.

O fiscal, certamente, considerou o operário uma criança, ou um retardado mental, porque a empresa provou que fornece o cinto de segurança, mas que é inviável vigiar os 50 trabalhadores da obra, a cada minuto, pra ver se eles também cumprem as normas de segurança.

É o exercício de cidadania em que, pra uns, valem apenas os direitos. Os deveres são desprezados por um paternalismo populista e irresponsável.    

A multa deveria, pelo menos, ser rachada entre a empresa e o operário. Não seria menos indecente? 

Comendo folha e arrotando filé!

Chamar fazenda sem gado,
Eu acho melhor que deixe;
A sua cana cortada
Talvez não dê nem um feixe.
Esse açude de que fala,
Tem mais dono do que peixe.
 (O trecho do repente é de Zé Catota e foi enviado pela internauta Maristelly)
Coruja sobrevoa o aeroporto de Feira de Santana. Veja no http://www.reginaldotracaja.blogspot.com
                                                                      Foto; Edson Borges
A esperança... e a sogra são as últimas que morrem. 

Seu Genário, o bon vivant.

Nem só os franceses têm o hábito de ter amantes. No nordeste brasileiro, há alguns anos, ter uma rapariga era de certa forma encarada normalmente pelas famílias.  

Ontem, último domingo do mês, me lembrei de uma história interessante.

Início da década de 70. Vizinha à nossa casa morava a família de Genário Damião. Não me recordo muito bem, mas o casal tinha uns cinco ou seis filhos.

Seu Genário tinha uma casa funerária, a Cosme e Damião, que virou uma rede em uma década.

A família original dele, nossa vizinha, morava no bairro Alagoinhas Velha. Mas lá no Barreiro, um bairro do outro lado da cidade, Seu Genário tinha outra família, com uma amante, ou como se chamava naquela época, uma rapariga.

E uma família sabia da outra. E todos viviam tão harmonicamente que, todo domingo, Seu 
Genário pegava a família original e rumava para o Barreiro, para passar o dia com a outra.

Era aquela tradicional confraternização de família aos domingos. Com todos os filhos, crianças e adolescentes, e Seu Genário, o agente funerário cheio de vida!         

Regras do destino


Tantos sinais a querer traçar o meu destino.
Não posso entrar aqui, não posso dobrar ali.
Ainda tem o lerdo do amarelo que se arvora a me avisar o que seria a linha tênue entre a vida e a morte!
Talvez por isso a vida seja essa bagunça diária de tantas regras a serem cumpridas.
E só aquele que não as cumpre não deve nem teme o destino.   

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Campeã de visualizações

Nos últimos oito dias, esta postagem da jornalista Dany Amancio no twitter tem sido a campeã de visualizações no Farinha no Saco. Foi feita a propósito do anúncio de evangélicos dos EUA de que o mundo acabaria no dia 21, sábado passado.  

Do twitter danyamancio Tão indecisa 'com que roupa e vou' para esse tal de #FIMDOMUNDO? Será que vai fazer frio ou calor? Coloco um salto ou vou de havaianas?

Sem blá-blá-blá. Vejam esta reportagem sobre Lucas da Feira, produzida pela TV Olhos D`Agua, da Universidade Estadual de Feira de Santana,intitulada Lucas da Feira, História de Resistência.
Do twitter maris_telly A Constituição assegura o direito de ir e vir. Por que os chatos só exercem o de vir pra perto de mim?      
Hoje é o Dia da (finada) Mata Atlântica

O voto gay

A presidenta Dilma Rousseff tomou a decisão de suspender a produção do kit de combate à homofobia nas escolas e o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), meu conterrâneo de Alagoinhas, já deu o troco: ele está fazendo uma campanha para que a comunidade gay não vote em Dilma, num possível candidatura à reeleição.

Daí, conclui-se que quem não votar em Dilma é gay!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ainda bem que isso só acontece bem longe, né? http://migre.me/4DfbO
                                                                         Foto: Edson Borges

Justiça para os recursos


A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou, nesta terça-feira(24), por unanimidade dos cinco ministros que o integram, o último recurso pendente do jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, condenado em 2006 pela morte da jornalista Sandra Gomide.

Ressalte-se que o jornalista é réu confesso do assassinato e vinha conseguindo evitar a prisão, até agora, com recursos e mais recursos impetrados pelos advogados dele.

Observe que os recursos beneficiaram o réu depois da condenação, ocorrida há cinco anos, porque o crime foi cometido há 11 anos.        

Quem lhe conta um fuxico, fuxica de você!
Há quantos anos que Irmã Dulce se dedica à religiosidade, à caridade, enfim, ao Senhor? E por que só agora a Igreja Católica reconheceu que ela é beata? 
Desculpem, mas desde a tarde de segunda-feira que uma gripe começou a me derrubar. Tou  tentando pegar o eixo novamente a partir de agora, mas confesso que ainda tá difícil. Também, já estou em idade de tomar a vacina, mas a vaidade ocasionou um  “esquecimento”.  

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Terra arrasada

Na política-partidária, tem político que faz oposição ao governo colocando em prática a chamada política de terra arrasada. Ou seja, ele torce e até colabora pra que tudo no governo dê errado, mesmo que o prejudicado seja exclusivamente a comunidade, pra sair de grande e cheio de razão em suas críticas.

Religião é a mesma coisa: quanto mais se propagar desgraça, melhor, porque o fiel vai sempre meter na cabeça que ele tem que ser cada vez mais submisso ao temor, para conseguir a salvação. Sempre foi assim e será, mesmo com todo nível de informação que há hoje no mundo.

Agora, esse negócio de ficar marcando o dia em que o mundo vai acabar já não tá sendo mais um bom argumento de venda!
Irmã Dulce foi beatificada, mas alguns políticos se fizeram de santo à sombra dela!

domingo, 22 de maio de 2011

O Brasil tem um grande número de casos de câncer de  pênis, em razão de falta de higiene. E ainda ficam fazendo campanha pra que haja economia de água no banho! 

O dia de "Buraco doce"

Domingo é dia de leseira. De uma gelada, ou de uma quente.

Um domingo de garoa é bom pra refletir. Sobre o que você quiser. O fato é que garoa faz a gente refletir, ficar com os olhos no vazio, lá no horizonte. Não sei por que essa relação entre a chuva e a reflexão.

Lembro dos meus domingos da infância. De manhã cedo, a missa, obrigatória, pois do contrário não iria ao baba logo depois da reza.

À tarde, o cinema. Bom demais! Antes do filme, trocar revistas em quadrinhos na porta.
O cinema era especial dia de domingo porque passavam dois filmes, pelo preço de um.

Para os garotos um pouco mais velhos, aqueles já com 14, 15 ou 16 anos, havia uma atração a mais no cinema aos domingos, só que bem real: “Buraco doce”.

“Buraco Doce” era o apelido dela, a galega, magra, já com uns 25 anos. Ali mesmo, nos fundos do cinema, acontecia a sessão pornô desses garotos mais velhos. Muitos iniciaram a sua vida sexual com ela.

Quando eu cheguei na idade da sessão pornô, “Buraco Doce” já havia passado dos 30 e, foram tantas as sessões na vida dela, que se aposentara carcomida por uma gonorreia  que deve ter dado lucro a muito dono de farmácia em Alagoinhas, a terra da minha infância.

E o domingo sempre começava na missa...         
Hoje é o Dia Mundial do Abraço. Um bem forte a todos aqueles que acessam o Farinha no Saco, que gostam, que não gostam, ou acham que não fede nem cheira!  

sábado, 21 de maio de 2011

Do twitter danyamancio Tão indecisa 'com que roupa e vou' para esse tal de #FIMDOMUNDO? Será que vai fazer frio ou calor? Coloco um salto ou vou de havaianas?

                                                                       Foto: Edson Borges

Manchete garantida

Todo meio de comunicação organizado vai registrando, cotidianamente, a biografia de personalidades. Assim, quando uma delas morre, a história do cidadão já está ali todinha reunida para publicação, evitando um corre-corre e falhas de um trabalho feito na última hora.

Certa ocasião, um político famoso da Bahia está morre mas não morre. O repórter de um grande jornal foi designado pra ficar de plantão na portaria do hospital, que gentilmente deixava ele usar o telefone pra se comunicar com a redação, pois na época não existia celular.

O político estava desenganado, mas não havia ainda desencarnado. A página no jornal já estava prontinha: a história, fotos antigas, depoimentos e amigos e correligionários. Só faltava mesmo o cidadão morrer.

Início da noite e a ansiedade começou a tomar conta da redação. A edição normalmente era fechada às 22 horas, mas em casos excepcionais, como o tal, o prazo poderia ser dilatado até meia-noite.

Já são 9 da noite. O homem resiste ao chamamento do além. Na redação, editores roem as unhas.

10 da noite. O homem continua vivo. A redação morre de ansiedade. O repórter na portaria do hospital já tá em tempo de ter um infarto: a morte do político era a manchete principal!

Onze e meia da noite. Toca o telefone na redação. Um dos editores atende, ouve em silêncio o que a pessoa do outro lado da linha narra.

Silêncio absoluto na redação. Ouve-se apenas o editor no telefone: “rum...rum, rum...sei...ok...”

Ele desliga o telefone, vira-se para todos na redação, com aquele ar de suspense e grita: “Morreu...morreu...morreu...!”

Todos gritam, aplaudem. O trabalho não estava perdido. A manchete estava garantida!                  

Mortes inusitadas!

No Brasil todo, sempre foi muito comum viver embaixo de viaduto. Em Feira de Santana, a segunda maior cidade da Bahia, tá ficando comum morrer embaixo de viaduto.

Do ano passado pra cá, três pessoas já foram atropeladas, porque preferiram se arriscar atravessando as avenidas, quando poderiam ter usado as passarelas que existem nos viadutos.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Forró no Resenharia

O cantor e compositor Cescé Amorim e o forró Pé de Lajedo com os seus convidados estão se apresentado, agora, toda sexta-feira, a partir das 7 da noite,  no Resenharia.

Hoje (20) o excelente instrumentista e cantor Zé Araújo é o convidado de Cescé para abrir a temporada junina no Resenharia, que fica na Kalilândia, em Feira de Santana. 

Este bar existiu mesmo, no litoral norte da Bahia. Pena que um cacete por causa de uma herança tenha quebrado (literalmente) o estabelecimento! 
Quando sua mulher fica grávida, todos alisam a barriga dela e dizem "parabéns". Mas ninguém apalpa seu saco e diz "bom trabalho".

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dante na guitarra!

Dante, irmão de Yuri, também toca guitarra. Os dois chegaram juntos na vida. Estudam música há 8 anos. Dia 13 de abril, postei Yuri tocando. Hoje é a vez de Dante.

Vida em pecado

Pra se apegar, nos dias de hoje, a uma religião, só se for pra tirar alguma vantagem material. Porque espiritualmente, o fiel só tende a ser mais um desgraçado depressivo, com todas as esperanças sepultadas. Na cova, só ficará faltando corpo, a matéria!    

Evangélicos dos Estados Unidos estão anunciando mais um fim de mundo pra o domingo que se aproxima, dia 21. Logo no domingo! Certamente, vão aproveitar que Deus tá no dia de descanso, relaxado!

Ora, se quem prega a Palavra vive insistindo que o melhor caminho é detonar tudo, imagine o não assimila o fiel que está no fundo do poço?

Outro dia, cheguei do trabalho um tanto estafado e liguei a TV pra tentar desanuviar. Não, não comecei a assistir a nenhum filme pornô, nem a um daqueles policiais bem violentos!

A TV estava sintonizada num canal da Igreja Católica. Mas o padre, com um ar de vítima de holocausto, fazia uma pregação capaz de meter medo até em Jesus!

Mudei de canal, abri uma gelada e pensei: por que não continuar na vida em pecado?   
         
Do twitter apresentador Evangélicos americanos anunciam fim do mundo para o dia 21 deste mês.

O orgulho gay

Tem muita gente retada da vida com o avanço cada vez maior das conquistas dos homossexuais no mundo e, especialmente, no Brasil. Bom, cada um tem o direito de defender ou não a causa homo, mas o que me chama a atenção, mesmo, é a capacidade de organização e de determinação dos gays.

Note que a AIDS ganhou o apelido de peste gay logo quando surgiu e havia razões pra isso. Mas note que não demorou muito para que os gays deixassem de ser a referência da doença e, mais do que isso, o principal grupo de risco. Por que? Porque eles passaram a se prevenir mais do que qualquer outro grupo!

Os gays começaram a sair mesmo do armário lá na distante São Francisco, na Califórnia, quando surgiu a primeira e famosa parada, na década de 70 (se não me engano). Mas não demorou tanto para que o “orgulho gay” se espalhasse pelo mundo. Outras paradas surgiram em várias cidades e grupos de defesa dos interesses homossexuais se alastraram até em municípios do sertão de cabra macho, como Feira de Santana, por exemplo.

Mais recentemente, veio a polêmica legalização da chamada relação homoafetiva. Agora, estão lutando pela legalização do casamento civil. E vão conseguir.

Mercadologicamente, os gays estão sendo considerados um segmento cada vez mais rentável.

Tudo isso tem sido conquistado com a luta dos próprios gays.

E nós, heteros, quais as nossas conquistas realmente significativas ao longo dos últimos anos?            

Assinando estresse!

Se você tá tentado a assinar algumas dessas empresas de TV, pense 10 vezes. Eu sou assinante há 15 anos e confesso que não cancelei ainda por causa dos meus filhos, que curtem futebol. Só se salvam os canais esportivos e mais uma meia dúzia daqueles de filmes e documentários. O restante não vale nada e tem piorado, porque a qualidade da programação tem caído.

tantas reprises, que a impressão é que estão querendo que você decore a programação.  

Outra coisa é o serviço de atendimento ao cliente. Horrível! Há um mês que eu peço controle remoto novo, pois o meu tem uns seis ou sete anos e funciona no tapa. Liguei quatro vezes e só na última ligação “descobriram” que meu endereço de correspondência não constava do sistema.

Esse “sistema” é fogo! Eu dei o endereço há 15 anos, quando fiz a assinatura, recebi o equipamento nele, na época, recebo a fatura nele até hoje, mas ele não existe no sistema!!

Sou assinante da antiga Directv, agora Sky. Esta semana, estava ouvindo numa emissora de rádio a propaganda de um concorrente e ela anuncia o lançamento de 5 mil filmes (isto mesmo, 5 mil filmes) por mês!! Faça as contas aí e me diga como isso é possível...                 

terça-feira, 17 de maio de 2011

A PM age também com planejamento em Camaçari  (http://migre.me/4yBF2). E a PM de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, maior entroncamento rodoviário do Nordeste, quando vai agir com ações planejadas nas áreas mais perigosas? 

Por que a OI pegou fogo?

A “ausência de manutenção em segurança preventiva e de equipe técnica qualificada” contribuíram para agravar o incêndio ocorrido na OI, no final do ano passado.

O desastre deixou 4 milhões de clientes prejudicados. Só em Salvador, cerca de 3.500 casas comerciais tiveram um prejuízo de R$ 25 milhões, segundo dados do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia.

Relatórios de fiscalização do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-BA) e do Corpo de Bombeiros identificaram “falhas no plano de proteção contra incêndios da Central da Oi”.

Em audiência no Ministério Público da Bahia, o Crea-BA informou que, em 2009 e 2010, enviou ofícios à OI solicitando informações sobre os responsáveis técnicos dos serviços de engenharia e arquitetura, mas nunca teve resposta. “Quatro anos antes, a Oi teve seu registro suspenso no Crea-BA por não ter responsável técnico em sua equipe, além de ter substituído engenheiros por gestores”.

“A existência de equipamentos de segurança adequados e a quantidade estabelecida teriam permitido um combate ao fogo mais eficiente e o incêndio poderia ter sido controlado em um tempo menor, com menos perdas materiais para a empresa e seus clientes. Assim como afirmado nos laudos técnicos apresentados, houve negligência”, afirma a coordenadora da Câmara de Engenharia Elétrica do Crea-BA, Cristina Abreu.

O laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) diz que “não havia pessoal adequadamente treinado, sobretudo equipado para essa modalidade de incêndio. Não conformidade das normas de segurança, segundo a Lei Municipal de Proteção contra Incêndio número 3077/79, pois não havia dispositivos de prevenção, detecção e combate adequados para o tipo de risco encontrado no local”.

Por intermédio da assessoria de imprensa, a OI disse que tudo isso é mentira!

(Informações colhidas na reportagem Telefonia sucateada, publicada na edição mais recente da revista CREA) 

Contra a censura!

Nesta terça-feira se comemora o Dia Mundial da Internet e a Cidade Propaganda, a Associação Baiana de Imprensa e a Associação Baiana de Jornalismo Digital estão realizando uma campanha em defesa da liberdade de expressão na internet.
O Farinha no Saco dá total apoio à iniciativa, por entender que a censura se alastra na rede cada vez mais e outras ameaças estão a caminho.
É muito simples dar apoio à campanha, denominada Conexão Liberdade: acesse o www.conexaoliberdade.com.br e assine a petição.
Se você tiver twitter, passe essa mensagem a todos os seus seguidores.  

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Folia de fraldas

Interessante a proposta do Bloco Tracajá, de cobrar dos foliões pelas camisas para o desfile a doação de fraldas geriátricas para o Lar do Irmão Velho, em Feira de Santana. É o terceiro ano consecutivo, nos nove de existência, que o original bloco adotou o marketing social.

Agora em 2011, o presidente e o vice do Lar do Irmão Velho, respectivamente, Dilton Junior e Álvaro Arapiraca, reeberam 1.061 fraldas.

E o velho Reginaldo Tracajá, também conhecido como Nêgo Régi, presidente do bloco, vai, quem sabe, garantindo o acolhimento para um futuro próximo!     
Acidente com a ex-PM e ex-BBB Anamara faz  a moça reaparecer na mídia. Acidente com a professora do todo enfiado idem... São os sucessos por acidente!  

Continua o blá-blá-blá

Os três mosqueteiros que vivem fazendo marketing pessoal com o nome de Lucas da Feira voltaram ao blá-blá-blá. Fugiram do foco da questão, se embolaram em tentativas vãs de desmerecer minha opinião. Apegam-se às grades do berço tentando a paternidade da criança! 
O time da lata agora quer um coração. www.blogdafeira.com.br
A propósito da vitória do Bahia do Feira sobre o Vitória, conquistando o Campeonato Baiano 2011, um torcedor do rubro-negro ligou pra um programa de rádio e disse: "Quando o diabo não vem, manda o secretário".

Furor desembestado

Jair Bolsonaro tem apenas 56 anos de idade e está cumprindo o sexto mandato de deputado federal. Além disso, ele tem um filho vereador e outro deputado estadual, no Rio de Janeiro. 
Logo, é líder de uma família muito bem sucedida na política-partidária.


Na minha opinião, Bolsonaro vai ser bem mais vitorioso nas próximas eleições, justamente porque tem expressado energicamente sua homofobia e sua natureza racista. É, porque boa parte dos brasileiros é homofóbica e racista. Só não tem coragem de assumir, até porque racismo é considerado crime.


Jair Bolsonaro também está fadado a fazer cada vez mais sucesso como político porque os que o combatem o fazem somente com a emoção, com a mesma raiva e com o mesmo ódio que o deputado diz ter dos gays e dos pretos.


Alguém aí sabe que o deputado é integrante da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, na Câmara Federal? Pois é, mas ele sapateia até na emoção da grande imprensa aparecendo como homofóbico! A imprensa que deveria também estar cobrando do deputado ações no que ele se propôs a fazer no Legislativo!


Bolsonaro é o político mais falado no Brasil todo, porque sabe como usar o furor coletivo desembestado!             
Se os cornos chorassem todos os dias, não precisaria chover.
(de um pára-choque de caminhão)

domingo, 15 de maio de 2011

Dadá tem farinha no saco





Dadá Maravilha foi a Mulher Maravilha do bloco Bacalhau na Vara, na Micareta de Feira de Santana.


De catequista, arrebanhando meninos para a primeira comunhão, à apresentadora de programa erótico.


Por coincidência, a carreira de radialista de Maria Damiane (Damiane mesmo) dos Santos de Jesus, a Dadá Maravilha, começou exatamente em 1969, na Rádio Sociedade de Feira de Santana, emissora da Ordem dos Frades Capuchinhos, a mais antiga do interior da Bahia.


- Eu era catequista e apresentava um programa religioso com os frades. Eu preparava os meninos para a primeira comunhão – lembra Dadá Maravilha, que na época com 15 anos de idade.


A parte profana da carreira começou quando ela fez 18 anos, ao lado do veterano Silvério Silva, no Show de Alegria.


- Aí eu também já cantava. O programa era feito em auditórios, em circos, era muito legal, muito engraçado – conta.


O apelido Dadá Maravilha surgiu no famoso restaurante Ana da Maniçoba, onde Maria Damiane era garçonete, sempre trabalhando vestida de baiana e com uma uma longa trança.
Em 2001, Dadá Maravilha estreou o programa Intimidade, de segunda à sexta, na Rádio Subaé, também em Feira de Santana. As dificuldades de comercialização, entretanto, levaram a radialista a ficar apenas com o horário da meia-noite de sexta à 5 da madrugada de sábado, aí com o programa Madrugada sem Limites.


O Madrugada sem Limites foi o auge de Dadá. Um programa erótico que a levou a ganhar o Troféu de Voz Feminina no Rádio.


- Uma vez, um ouvinte fez questão de falar comigo durante um intervalo comercial, se masturbou e gozou ouvindo minha voz no telefone. Muitos me chamavam de viagra do rádio – conta, rindo muito. 


Infelizmente, sem patrocinadores, o Madrugada sem Limites acabou, mas Dadá continua trabalhando como repórter na Rádio São Gonçalo, na cidade de São Gonçalo dos Campos, vizinha de Feira de Santana.


Mas um dia, com certeza, Dadá Maravilha voltará a levar homens à loucura nas madrugadas. Porque ela tem farinha no saco!   
A voz de Dadá deixa os homens enlouquecidos

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A cobra no supermercado

Não tem nada que dê mais prazer a certas pessoas do que um boato. Ah! Tem gente que  conta um boato com tantos detalhes e com uma convicção tão grande, que termina ela própria acreditando que tudo é verdade. E se reta com quem duvida!


Outra característica do boato é que, em 99,99% dos casos, é notícia ruim. Você lembra  algum boato de notícia boa? Só se for pra quem criou o boato. Sempre é alguma coisa que assusta, que causa temor coletivo.


Nos últimos dias, por exemplo, surgiu um boato, em Salvador, de que pessoas em um carro preto estão raptando crianças em bairros pobres, pra vender os órgãos. A polícia já disse que não tem uma única queixa de criança desaparecida, levada em um carro preto, mas o boato continua correndo ruas, becos e afins.


Em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, já aconteceram alguns boatos que tomaram conta da cidade.


Um dia, o Jornal Nacional mostrou que bandidos, numa cidade lá pelo Sul do Brasil, faziam uma determinada marca no muro de residências, escolhendo-as-as para serem arrombadas. Veja se ladrão vai marcar a casa que ele vai arrombar!


Pois bem, no dia seguinte, cidadão ligou para as rádios de Feira de Santana, dizendo que várias casas do conjunto Feira VI estavam com as mesmas marcas. Repórteres foram ao local, mas o “denunciante” não apresentou uma residência sequer “escolhida” pelos bandidos.


Mas a história das marcas se espalhou e muita gente olhava todo dia a porta da rua pra ver se tinha sido “sorteada” pelos ladrões.


Houve um tempo em que rolou a história de um cara com uma seringa cheia de sangue contaminado com AIDS, circulando por tudo quanto era canto, entrando em ônibus, correndo atrás de menino e mulher, pra esparramar a doença.


“Testemunhas” chagavam a narrar nas rádios que o sujeito não se conformava em ter contraído a doença e queria compartilhar a desgraça com outras pessoas. Nunca houve o registro de um só caso de alguém atacado, nem em hospital, nem na polícia.


Depois, veio o boato de que uma menina, de 10 anos, tinha sido picada por uma cobra que estava no meio de hortaliças, em um grande supermercado da cidade. Também nunca houve qualquer registro do inusitado ataque.


E teve um colega do departamento de circulação de A Tarde que se zangou feio comigo porque eu me neguei a fazer uma matéria sobre esse boato da cobra. Imagine!  


Mas o maior boato da Feira de Santana foi o do Bicho do Tomba. Alguém aí lembra?                 

Calçola e "gente diferenciada"

Seja nordestino ou sulista, todo mundo faz suas merdas. Então, não adianta os de lá tentarem desmerecer os daqui, nem vice-versa. Esses lances de discriminação, de xenofobia, só Freud explica.

Note que a Petrobrás anda patrocinando a cultura pelo Brasil a fora, inclusive festa de São João. Pois bem, estive uma vez num São João em Piritiba, um dos mais famosos da Bahia, e de festa junina, culturalmente falando, lá não tinha nada.

Em dado momento, por sinal, naqueles shows de “forró” horríveis, dessas bandas tristes, simularam um casamento na roça. Só que a noiva estava apenas de baby doll e calçola! Ou seja, os nordestinos esculhambando sua própria cultura!  

Em São Paulo, que, com todo direito democrático, elegeu Tiririca, a polêmica do momento faz vergonha: um abaixo-assinado, com 3.500 assinaturas de moradores de Higienópolis, fez  o governador Geraldo Alckmin, mudar o projeto do metrô e cancelar a implantação de uma estação num local onde há um fluxo de 750 mil pessoas por mês.

Dá pra acreditar que isso está acontecendo na maior cidade do País?
Bairro de ricaços, Higienópolis não queria a estação para evitar "gente diferenciada" no local, ou seja, mendigos e outros pobres.

O governador voltou atrás depois que a baboseira virou TT no twitter, quinta-feira.  
  
 Do twitter Sen_Cristovam Estado define crime,Igreja define pecado.Nem Igreja deve definir crime,nem Estado deve definir pecado.
Estivemos impedidos de fazer novas postagens por conta de um problema no Blogger, que hospeda o Farinha no Saco. Além disso, postagens e comentários feitos na quinta-feira foram deletados involuntariamente. 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Filé ou chupa-môlho?

Cidadão bem estribado na sociedade baiana, professor, crítico de arte, intelectual, era casado com uma mulher linda. Muita areia pro caminhão dele, que era feio diante da moça.
Aí começou a rolar o fuxico que ele estava tomando um corno danado dela. Na época, década de 60, um escândalo!

Alguns poucos amigos do intelectual começaram a ficar incomodados com a história. Pôxa, um fuxico desses de um cara conceituado, inteligente, culto...!

Bom, mesmo assim ficaram na dúvida: conta ou não conta ao amigo? E se ele se zangar com a conversa e a amizade se acabar? Depois de horas de discussão, de reflexão, resolveram contar.

Todos juntos, sentaram-se com o suposto corno e, mesmo cheios de dedos, tocaram no assunto:

- Olha, não leve a gente a mal, mas estão acontecendo essas conversas de que você está sendo traído. Somos seus amigos. Não admitimos tamanha mentira...

O intelectual interrompeu o preâmbulo e disse:

- Olha, eu prefiro dividir o filé do que comer chupa-molho sozinho!