terça-feira, 31 de maio de 2011

Experiência gostosa


Tive uma experiência muito legal no final da tarde desta terça-feira: conversei sobre jornalismo com uma turma do Centro de Formação Básica da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).

O detalhe gostoso desse lance é que a turma era de estudantes de 10 anos de idade! Tá pensando o que? A garotada se preparou e interagiu com perguntas sobre gêneros do jornalismo (artigo, editorial, notícia, reportagem etc).

Também conversamos sobre controle da informação, os meios de comunicação nas mãos de políticos e um monte de curiosidades sobre a profissão.

Está de parabéns a professora Dilma Melo pela iniciativa de habituar a turminha ao valor da informação, da leitura, da escrita, da cidadania.

Tudo isso faz parte de um projeto de elaboração de um blog. E vai dar certo! Com certeza, vai, porque a garotada é muito esperta e antenada.

Os estudantes do Centro de Formação Básica são filhos de servidores da Uefs e famílias que moram próximas do Campus. É uma escola pública.  E a professora Dilma é estagiária!      

Valiosas abóboras

Quando a caderneta de poupança e outras aplicações eram melhor do que pescar de bomba,  o  Café São Paulo, tradicional ponto de encontro de pecuaristas de Feira de Santana, a segunda maior cidade da Bahia, vivia lotado e diversos tipos de assunto rolavam o dia todo.
Lá um dia, um fazendeiro diz  pro outro:
- Rapaz, o vaqueiro da fazenda descobriu centenas de abóboras numa baixada lá que eu não andava faz tempo. Eu tenho que dar um jeito de ganhar alguma coisa. É abóbora demais...
Perto dos dois, um terceiro pecuarista ouviu a conversa e, à noite, telefonou para a casa do dono das abóboras, se identificou com um nome falso, e disse que tinha interesse em comprar tudo.
- Veja quantas tem, e o preço que o senhor faz. Não precisa se preocupar com o frete, porque tenho caminhão – disse o pretenso comprador.
O fazendeiro ficou todo animado e partiu pra fazenda logo de manhã cedo, pra providenciar contar as abóboras e fazer os cálculos de quanto poderia ganhar.
À noite, o comprador ligou novamente:
- E então, quantas abóboras o senhor tem?
- Home, deu um trabalho retado contar, mas o vaqueiro disse que dá dois caminhões...
- E o preço?
O dono das abóboras, entusiasmado com o negócio, disse um valor até um pouco acima do mercado, prevendo uma pechincha. Mas o comprador fechou na hora, não tirou um centavo.
- Bom, fechamos o negócio, amanhã volto a ligar pro senhor só pra acertar o dia preu pegar as abóboras. Um abraço – selou o comprador.
O fazendeiro começou a fazer planos com o dinheiro, poderia aumentar a poupança e, claro, a rentabilidade.
Dia seguinte, na mesma hora, à noite, liga o comprador:
- Chefe. Tudo certo. Vou amanhã buscar as abóboras. Vamos nos encontrar no Café São Paulo, logo de manhã, porque aí lhe pago logo.
- Gosto de fazer negócio com homem assim, de palavra! – comemorou o fazendeiro.
- Mas, chefe, precisamos só acertar um detalhe...
- Qual?
- Só quero as abóboras se forem cozidas!!!            
         
Claro que o “Fora Collor” tem que ficar fora da galeria histórica do Senado. Você acha que José Sarney ia querer ser ofuscado por Collor?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Quem vai (realmente) fazer a cabeça?

Sabe aquela história que, por algum motivo, você acha que tá mal contada!? A gente não sabe exatamente por que, mas sabe que tá faltando algo pra encaixar tudo direitinho!?

Pois é o que eu acho dessa história, que vem ganhando corpo, sobre a liberação da maconha.
O principal argumento de quem defende a liberação é dar um baque nos traficantes e, consequentemente, na violência.

Mas a lucrativa, influente e poderosa indústria do narcotráfico concorda com a liberação, assim, tranquilamente, mesmo sabendo que perde uma gigantesca fatia de mercado?

Se liberada, a maconha será, evidentemente, produzida e comercializada com os mais profissionais métodos usados para qualquer produto de larga aceitação, a exemplo da bebida alcoólica ou do cigarro. E isso será desenvolvido pelos atuais traficantes? Eles se transformarão em senhores executivos e investidores do ramo? Ou seja, passarão da ilegalidade para a ilegalidade da noite pro dia? E com toda um organização empresarial? 

Afinal, quem terá grandes benefícios realmente com a legalização da maconha?          
     

Só "meus direitos"

Uma empresa de construção civil foi multada porque um operário estava trabalhando na beira de uma laje, no último andar de um prédio em construção, sem cinto de segurança.

O fiscal, certamente, considerou o operário uma criança, ou um retardado mental, porque a empresa provou que fornece o cinto de segurança, mas que é inviável vigiar os 50 trabalhadores da obra, a cada minuto, pra ver se eles também cumprem as normas de segurança.

É o exercício de cidadania em que, pra uns, valem apenas os direitos. Os deveres são desprezados por um paternalismo populista e irresponsável.    

A multa deveria, pelo menos, ser rachada entre a empresa e o operário. Não seria menos indecente? 

Comendo folha e arrotando filé!

Chamar fazenda sem gado,
Eu acho melhor que deixe;
A sua cana cortada
Talvez não dê nem um feixe.
Esse açude de que fala,
Tem mais dono do que peixe.
 (O trecho do repente é de Zé Catota e foi enviado pela internauta Maristelly)
Coruja sobrevoa o aeroporto de Feira de Santana. Veja no http://www.reginaldotracaja.blogspot.com